Hoje parei em frente ao computador para enviar currículos. Afinal de contas, eu vim aqui para isso. A sensação de que a cada final de tarde se equivale a mais um dia que passei aqui, me vejo sempre em constante necessidade de aproveitar bem o meu tempo. Mas hoje, muito ansioso para entrar na net, depois o final de semana em Taubaté (depois conto sobre isso), entrei no Facebook.
Acabei abrindo um link que o Marcellus postou de Nova Iorque. Para quem não sabe, o meu amigo (meu irmão, na verdade) foi realizar um sonho da vida dele. Ele foi para Nova Iorque, para estudar. Mas claro, ele foi também para conhecer cada centímetro quadrado daquela cidade. Se estou certo, Telo deve estar entrando e saindo de todos os lugares interessantes que ele pode ter passado em frente. Ele tem um pique para isso, que me assusta. Enquanto eu fazia duas quadras e meia por dia em Diamantina, ele fazia dois bairros inteiros. Juro! (hahahaha - Isso é apenas um forma de comparar... )
Deve estar olhando tudo, elevando a cabeça para cima, apertando os olhos e decifrando com um olhar de quem devora novidades, que decifra enigmas e que está loucoooo para interagir com aquela cena, com aquelas pessoas e com aquele lugar. Marcellus postou uma foto em que ele está dentro de uma sala de aula, do curso, em que nitidamente era ele quem comandava o grupo. Ele é o mais participativo da sala, seguramente!
Marcellus tem dessas características... ele entra e sai de uma maneira absurdamente sutil e conquista o carinho de todos. Acho que isso o aproxima demais de mim e do Eric, meu outro irmão querido, com quem estou passando esses primeiros momentos de descobertas em São Paulo.
Eu e Telo estamos enfrentando medos e descobrindo em nós, qualidades e talentos que não sabíamos que existiam. Estamos fora de casa, enfretando as duas cidades (Ele NY, eu SP) que queremos conquistar. Ele quer conhecer Nova Iorque e saber tudo sobre ela - conhecer cada pedacinho). O meu objetivo é menos romântico que o dele, mas ainda assim, estamos vivendo algo na mesma época, e se eu encontrar com ele agora, vamos conversar dois dias sem parar. Com pequenos intervalos para as necessidades físicas, talvez. Haha
Não falo pelo Telo, pq não posso estar dentro daquela cabeça, que neste momento trabalha a todo vapor. Mas falo por mim, que está enfrentando o maior dos meus medos: me distanciar do que estou acostumado, sair da “zona de segurança” e partir para uma odisséia sem roteiro definido.
Somos assim, somos três caras muito parecidos e muito diferentes. Eric é absurdamente seguro de si. Chega a dar orgulho saber que ele já fez tanta coisa legal em pouco menos de dez anos. Imaginem quantos homens, hoje com 60, 70, 80 anos... viveram, na mesma quantidade, em menos de 30 anos de idade, o que ele já viveu?!
Ele já conheceu muitos lugares ao redor do mundo. Sem contar que morou em Buenos Aires e Cidade do México, duas cidades caóticas, como São Paulo (por exemplo), e conseguiu extrair delas experiências positivas, majoritariamente!
Mas Eric é doido também. Me faz andar muito em São Paulo. Me apresentou a Augusta como quem apresenta a intimidade de uma irmã, de uma prima... ele jamais negou que a Augusta fosse um ambiente de certo exagero, mas sempre admirou as coisas boas que ele encontrou na rua. E não foram poucas.
Marcellus também deve ter descoberto um ambiente seu em Nova Iorque. Ele deve ter sentado em algum lugar, ter aberto um livro e, mesmo sem perceber, consegue ler e prestar atenção a tudo ao seu redor, sem que uma coisa prejudique a outra. Talvez pessoas assim não venham ao mundo com tanta frequência. Não conheci alguém como o Telo na vida, só ele mesmo. Não com esse grau de fraternidade... não mesmo!
Também acho que não criaram outro Eric na vida. Eric é meu suporte aqui. Minha companhia mais perfeita. É dele, para dele e com que ele que tive os meus melhores momentos nessa cidade, todos com muitas gargalhadas. Aliás, falando em gargalhadas, eu ri muito na presença do Eric. E de coisas variadas. Mas ele me ganha mesmo é quando me trata como um filho, se preocupando com cada coisa que faço aqui. Ele não assume esse papel de proteção, ele apenas age assim. E isso me reabastece de energia. É depois de conversar com esse cara, rir muito com ele, e até ter umas pequenas discussões sobre cultura em geral, que eu me certifico que devo continuar tentando ficar em São Paulo. Uma hora a coisa vai dar certo. E sabe pq?! Pq tenho dois amigos como Marcellus e Eric – ME DESCULPEM TODOS OS DEMAIS. QUE AMO INFINITAMENTE. Mas se me falam a palavra AMIGO, me lembro imediatamente deles dois. Me vem um bicho estranho à cabeça, misturando as duas caras, as duas risadas, as maiores manias de cada um dos dois... me vem Eric debochado, engraçado, dançando qualquer música que toque no rádio... mas muito afetuoso... (Neste momento ELE está me atrapalhando a escrever no PC, mesmo sem saber que escrevo dele). Eu Tb vejo, na mesma hora, o Telo super atencioso, servindo as pessoas, perguntando: ___ Vc quer alguma coisa, bem?! E ele rindo alto, com gargalhadas enormes... dá vontade de abraçar na hora.
Bom, deixa eu parar de escrever porque já falei demais deles dois. Pois é, uma curiosidade: eles me descreveriam dizendo que tenho inúmeras qualidades, que sou amigo de verdade, que eles me adoram... mas que minhas viagens são beeeeeeeeeeeeeeeeeem grandes! Risos
1 comentários:
usarei palavras que um dia me foram ditas por outra amiga em comum que temos (Glauce Palhares)para expressar o que senti ao ler esse post. Mas vejam que não se trata de falta de criatividade ou fadiga mental, mas sim da acuidade com a qual essas palavras definem o que eu quero dizer: O Grande mal já está feito: nos conhecemos!!
E que o mundo se cuide, pois não só levaremos muito dele conosco onde quer que estejamos, mas também deixaremos legados, principalmente noque diz respeito ao poder do amor verdadeiro, que se chama amizade!
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